Com o término da época das vindimas, o nosso pensamento vai para um país com o qual Portugal tem a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor desde 1373; um país onde a nossa história se entrelaça com cooperação e prospera. Estamos a falar do Reino Unido, onde referências Lusas até se encontram espalhadas pelas mais elegantes ruas de Londres: um autocarro com uma carroçaria branca, feita em Vila Nova de Gaia, circula pela Capital inglesa reluzindo em tons de prata o nome de Caetano; uma loja de utilidades domésticas, na zona nobre da cidade (i.e., na Royal Borough of Kensington and Chelsea), atrai seus visitantes expondo na sua montra as loiças coloridas de Bordalo Pinheiro que bem vende; Pasteis de nata, se confecionam nas pastelarias Café de Nata; e ao anoitecer, um galo de Barcelos se ilumina na famosa cadeia de frango churrasco Nando´s, enquanto um cheiro a bacalhau fresco frito surge em alguns dos pubs onde os ingleses gostam de acabar o dia com uma cerveja fresca ou um cálice de vinho do Porto. Em conversa com os locais, os mais simpáticos orgulhosamente referem que já visitaram Lisboa, e com carinho, à nossa despedida, até mencionam algumas palavras na língua de Camões, e é assim que acarinhados, descobrimos essa cidade que tanto nos deslumbrou, e que agora partilhamos convosco através de uma série de posts movidos pela divulgação da arte e do design encontrado nessa cidade que é simplesmente considerada a mais artística da europa [1] – não teríamos nós estado presentes durante a London Design Week!
Hoje, levamos-lhe a conhecer um dos museus mais visitados do mundo, a Galeria Nacional de Londres, que tem o poder de honrar seus visitantes com obras de grande importância. De facto, grandes pintores podem ser identificados na sua coleção de mais de 2300 pinturas, produzidas entre o século XIII e XIX [2], preservadas num edifício onde a sua arquitetura indica-lhe que se encontra num templo; num templo dedicado à pintura.
Visita à Galeria Nacional de Londres (The National Gallery, London)
Subindo as escadas, grandes colunas de mármore verde o recebem no seu interior decorado com um estilo essencialmente inglês do século XIX, conferindo-lhe assim, elegância. O sentimento de privilégio se instala inevitavelmente enquanto observa a sua arquitetura e toma conhecimento do seu importante acervo, sobretudo das obras mais conhecidas da época dos impressionistas. Esse período artístico surgido em França, retrata habitualmente a natureza do seu charmoso país, mas entre elas, acaba por inesperadamente encontrar uma obra de Claude Monet que o faz sorrir: uma pintura do cartão-de-visita da cidade onde se encontra, mas que ainda não viu, se apresenta diante de si. A ironia, o leva a então conhecer uma Londres enovoada do século XIX, antes de a viver no século XXI, e o episódio, o leva a em final de dia, fazer um passeio de barco pelo rio Tamisa para ver o que o grande mestre em tempos pintou. Durante a viagem, luzes coloridas surgem, pintando-lhe o panorama como se Claude Monet o estivesse a pintar de novo, mas desta vez, com as suas mais belas cores, fazendo-lhe apreciar com alegria e maior sabedoria esta tão bela cidade.
Veja o vídeo abaixo e deixe-se com ele viajar.
Referências:
[1] Quais são as cidades mais artísticas da Europa?. Acedido em: 25, setembro, 2024, em: https://pt.euronews.com/cultura/2023/09/05/quais-sao-as-cidades-mais-artisticas-da-europa
[2] National Gallery. Acedido em: 25, setembro, 2024, em: https://en.wikipedia.org/wiki/National_Gallery
Créditos:
Texto, foto e vídeo produzido pela Sanperio by Isabel, decorrente da sua visita a Londres em 09/2024.


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